Acordo às cinco da matina
Reclamando da rotina
Dou um trato na faxina
Vida dura de hero?na
Minha cara de caveira
Vai abrir a geladeira
Esqueci de fazer feira
Vou fu?§ar l?? na lixeira
Uma espinho pro gatinho
Pro cachorro um ossinho
Requentar o cafezinho
E sair apressadinho
Todo dia atrasada
J?? estou acostumada
Condu?§ão sempre lotada
Vida dura de empregada
P??ra o mundo
que eu quero descer
Tem muito vagabundo
atr??s do meu jabaculê
A vida ?Š uma sinuca,
mas confio no meu taco
Meu borogod??
?Š do balacobaco
Minha patroa ?Š estranha
Passa o dia s?? na cama
O marido bebe grana
A mais velha ?Š piranha
A do meio ?Š patricinha
O mais novo ?Š mocinha
Meu lugar ?Š na cozinha
Vida dura de fuinha
O motorista xavecando
O jardineiro azarando
O porteiro se assanhando
Eu vou logo avisando:
Meu amor ?Š pra quem pode
Quem não pode se sacode
Pode amarrar seu bode
Com a minha cabra
ningu?Šm fode
P??ra o mundo
que eu quero descer
Tem muito vagabundo
atr??s do meu jabaculê
A vida ?Š uma sinuca, mas
confio no meu taco
Meu borogod??
?Š do balacobaco
Sirvo a janta e vou embora
J?? passou da minha hora
A buzanga que demora
Vem a chuva e piora
Caminhando na cal?§ada
Medo de ser assaltada
Medo de ser seq??estrada
Medo de ser estuprada
Sou escrava independente
Ganho menos que indigente
Não posso ficar doente
Amanhã t?´ no batente
Vou rezar pra Jesus
Aliviar a minha cruz
Meu buraco não tem luz
Vida dura de avestruz
P??ra o mundo
que eu quero descer
Tem muito vagabundo
atr??s do meu jabaculê
A vida ?Š uma sinuca, mas
confio no meu taco
Meu borogod??
?Š do balacobaco
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